VULKANYA (viagem a um mundo estranho)


 

CAPITULO 6

VULKANYA (viagem a um mundo estranho).

Por paixão à ficção científica e estudos de arqueologia, biologia, física, psicologia, criei este Blog para dar asas à minha imaginação sobre a nossa origem. Um lance que me divertirá e espero de quem me ler também.DIGAMOS que aqui é o meu refúgio perfeito. Não serão apenas delírios, mas possibilidades, (basta lembrar Julio Verne ou George Orwell, ou Audrey Huxley). Imagino o que escreveriam se estivessem vivos hoje!!! Vale dar asas à

imaginação. Comentem e até interagindo com comentários e sugestões. VULKANYA SERÁ UM ESTADO MENTAL? De espírito ou real?

(DELIRIO OU VERDADE? ESTA É A IDEIA. VIVEMOS E PERDEMOS CONTATO COM NOSSA MEMORIA COSMICA, IMPRESSA EM CADA CÉLULA DO NOSSO CORPO. O ENREDO RESGATA ISSO NA FIGURA DE KAN, QUE RELATA POR REALIDADE OU ALUCINAÇAO, (AINDA QUE DIGA NÃO SER LOUCO MAS SIM UM VIAJANTE DAS ESTRELAS E DO TEMPO) E ASSIM É DADO COMO LOUCO. SERÁ ELE UM PERIGO OU UMA REDENÇAO HUMANA?

ATRAVÉS DO PERSONAGEM, VÁRIAS IDÉIAS, CONCEITOS; DA HISTÓRIA À ARQUEOLOGIA, DA FISICA À MEDICNA, DA MEMORIA; NEUROLOGIA A PSICOLOGIA, RELIGIÃO, A CONSTRUÇAO HUMANA VAI SENDO QUESTIONADA. UMA INTERPRETAÇAO DO QUE SOMOS E AINDA NÃO SABEMOS SER. Uma ficção que pode ter muito de verdade, OU NÃO.

A OBRA SERÁ POSTADA EM CAPÍTULOS NUMERADOS.

 

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Escrito por kubalik às 20h25
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CAPITULO 6

Nelson especulou sobre  a questão das línguas estranhas. Abriu o livro que na página das civilizações  mostrava os primórdios da escrita.Mostrou os rabiscos febris de Kan. –o que lhe parece? Indagou para o médico.

- não sou lingüista! ...coincidência de escrita.

-Ah!,doutor!isto não é coincidência! Não quero ensinar a sua profissão,afinal o louco aqui sou eu!

-Louco?! Você se nega apenas a aceitar a realidade. Observa o medico.

-é...pode ser que eu me esconda da vida feito uma minhoca...Acendeu o cigarro sem cerimônia ainda que o médico reclamasse.Nao vejo coincidências nestas comparações,diz retomando o fio das idéias.

-Não sei...nao sei...só um profissional para dizer....

-Chame um!

-Eu?!!nao conheço ninguém ...e depois não vou  chamar ninguém para diagnosticar as crises de um...doente mental... a pedido de um outro! Nelson...estamos invertendo os papeis aqui! . O anão esboçou um sorriso incrédulo.

-O seu dever é ajudar,descobrir o que o perturba tanto.E depois...você acabou de dizer que eu não sou louco,sou apenas um inadaptado a realidade.

-Não força,Nelson! Vou pensar.

O homenzinho  contraiu os músculos do rosto.Têm um rosto bonito,um olhar perspicaz,cabelos escuros com fios grisalhos.O queixo se afundava no peito,num tórax curto e estreito,que descansava sobre as pernas curtas.Eram pernas retas plantadas nuns pés pequenos. Escorregou da cadeira com a expressão carrancuda;saiu chateado diante da evasiva,sentia-se criança,onde a palavra valia sempre menos que a de um adulto,mesmo sendo a palavra imbecil de um adulto.Mas deixou o livro e a folha sobre a mesa.

O medico comparou as duas escritas,havia semelhanaças,talvez demais;mas o que isto poderia significar?Kan talvez fosse um filólogo? Pôs o material na gaveta,conferiu as horas e lembrou-se do compromisso para a noite,aniversario de um amigo.Portanto,não teria tempo para pensar nestas coisas esquisitas. As 18 horas deixou o hospital e ás nove estava na festa,uma reunião com poucos amigos. Coincidência ou não ,certas coisas ajudam para que certos problemas se resolvam. Pavani não era homem de se debruçar em pesquisas,era um medico com horários ,um clinico e não um cientista,para ele,aquele assunto sobre as fugas de Kan,era apenas questões mentais ,que seriam resolvidos com algumas drogas.A sorte de Kan então,estava no nível de curiosidade que o médico pudesse ter,coisa que Nelson forçava,claro. Nelson era um pesquisador,coisa de vocação.Mas lá estava Pavani,sem muito entusismo naquela reunião onde todos médicos falam de seus casos  profissionais.Geralmente é assim que acontece em reunião de pessoas da mesma

Escrito por kubalik às 20h22
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*profissão.Depois da quarta dose de uísque ,se sentiu mais relaxado e menos exilado naquele ambiente onde só falavam em pesquisa  sobre doutorado.Chegou a pensar se não estava na hora de também fazer um doutorado,estaria menos fora dágua nestas reuniões de figurões.Falar que era um medico em hospital público era se desprestigiar.mas lá estava,segurando um certo incomodo profissional apoiado num copo de uísque. Talvez para impressionar os doutores phd,resolveu falar do seu caso clinico difícil,onde estaria “pesquisando” acentuando bem a palavra,o efeito foi perfeito,as atenções se voltaram para sua narrativa. Onde de pronto um médico neurologista tentou um diagnostico. Animado e mais confiante perguntou ao colega se isto podia ser uma disfunção neurológica,portanto; e quanto a questão da fala e da escrita?-- Como psiquiatra,tento buscar maiores explicações. Sabemos que a fuga é uma defesa mental de algum trauma violento é esta a defesa da mente esquizofrênica,que inventa papeis ,personalidades para assim suportar a dor que sente. Mas, kan...podia falar e se comunicar  relativamente bem,antes numa língua compreensiva;mas de repente...perdeu esse contato,falar e escrever línguas estranhas é a sua defesa,mas como ainda não  encontrei um componente emocional real,pergunto se uma disfunção química poderia alterar a fala ?

-Sim..um tumor que pressione as células neuronial da fala,sim. Cada parte do cérebro é um mundo de respostas e um mundo ainda  e também desconhecido.Sabemos muito pouco. Jung,diria..do inconsciente coletivo onde mitos,símbolos se reproduzem nas culturas(um armazenar informações).Prova de que as células guardam informações uns dos outros através das experiências e como fator de hereditariedade. Isto se reproduz nas gerações através da memória. Guardamos o que precisamos e esquecemos”temporariamente” o que não precisamos. Mas o arquivo está lá para ser usado. Células adormecem e acordam! Basta ver as chamadas bizarrice! Nascem pessoas peludas,com o corpo coberto de pelos grossos,feito animal.Isto prova que em algum tempo fomos assim!Houve portanto ,uma evolução da espécie e sua adaptação celular nessa historia evolutiva das células. É assim que a natureza arquiva a nossa historia biológica:nas células. Bem,quem sabe,o rapaz, mais que um surto psicótico,esteja materializando uma informação da memória celular.Considere isso! Orientou o professor.

-Certo. Devo procurar um lingüista?

-A idéia é boa e necessária. Hoje a ciência trabalha o humano de forma integral,holística.O todo. Deixo-lhe o nome de um amigo que muito o ajudaria. Escreveu o nome e o telefone do amigo no guardanapo. --Gostaria de  saber o andamento desse caso,e passou-lhe um cartão seu--Bem,meu caro colega...talvez possamos ganhar o premio Nobel...riu de forma amigável. A noite para Pavani tinha sido proveitosa.



Escrito por kubalik às 20h21
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VULKANYA (viagem a um mundo estranho).

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CAPITULO 5

O que pode ser isto? Perguntou o médico  para Nelson.,conferindo a folha com o desenho. -------Graus de latitudes e longitudes.Explica o anão.

Mas...de onde?  Diabos!assim só ficamos dando voltas.!

Numa das sessões pediu que ele lhe explicasse o desenho. O que significa, Kan?

-Meu lugar. Sussurrou.

Lugar? Onde?

eSpichou o dedo indicador  e marcou um ponto no papel.

-Então ...me fale sobre ele. Silencio.Pegou a caneta do estojo sobre a mesa e se pos a desenhar algo semelhante a prédios,ruas,estradas. E começou a falar baixinho  no inicio,mas na seqüência do desenho foi aumentando a voz.O som saia ininteligível,algo semelhante a algaravias....nao era inglês,francês ou língua alguma que conhecesse. Por quase 5 minutos se agitou na voz e nos desenhos.Logo depois se aquietou num silencio profundo. Nas sessões seguintes o médico se armou  com  vídeo e gravou,tudo sem que o paciente percebesse. Analisou o assunto com outros médicos,que confirmam a condição de esquizofrênico.

Certo dia,,os desenhos de prédios  foram substituídos ,passaram a ter caracteres estranhos. Pareciam escritas,palavras  em alfabeto estranho. Escreveu uma folha inteira como se possuído.

O que quer dizer isto?indagou Nelson,ao perceber a escrita. Mas kan ,não falava,parecia que ia perdendo dia a dia  a capacidade da pouca comunicação. As falas truncadas mas capazes de algum elo de comunicação estavam se  anulando.Dia a dia está porta se fechava.Os médicos

Escrito por kubalik às 23h56
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deram o diagnostico de isolamento psicótico.Kan mergulhava num mundo de  impossível comunicação.

Nelson cuidava dele como de um irmão ou amigo .Pensava no que teria alterando a sua personalidade,obrigando-o a esta reclusão.Avaliava a dor de kan pela sua própria dor.Por camaradagem passou a tentar reproduzir os sons que kan dizia,numa tentativa de comunicar-se com aquele mundo obscuro. Ouvia o que ele dizia nas poucas vezes que resolvia falar naquela lingua indecifrável.Decorou os sons e repetia lentamente para kan ,que  logo reagiu acompanhando o esforço do amigo.E assim,sem que Nelson entendesse uma palavra daquela língua,Kan voltava aos poucos ao mundo real.Tinha esquecido,aparentemente a fala compreensiva;apenas falava aquela língua estranha e dele. Nelson repetia o que ele dizia,tomou do papel e escrevia o som de cada palavra.Mas qual o significado? Como se aprende uma língua estranha?apontando os objetos,claro.Foi o que fez Nelson.Apontava para as coisas,tentava entender ou confirmar o que dizia na nova língua.Gozado,estranho,divertido. Entregava  o papel e lápis para kan escrever e lá sai  ele escrevendo naqueles traços exóticos. Bela coisa a invenção da escrita,sussurrou Nelson.Uf!o diabo era decifra-la! Virgilio ficaria louco  se não pudesse comunicar  os seus poemas! Os significados.O mistério da língua era  descobrir os significados e avançar para alem deles.A palavra era como uma estrada.Onde nos leva? Ao centro da alma.è ali que mora os significados.

Numa noite ,Nelson acordou espantado.Sentou na cama.Olhou as camas enfileiradas da silenciosa enfermaria.Viu  próximo dele o ressonar de Kan.Desceu da cama sem ruídos,num esforço grande,já que os seus  1 metro e 10 centímetros  ,lhe dificultava chegar  ao chão.Alguém sempre arrastava a pequena escadinha de ferro para longe dos seus pés.Isso era coisa dos enfermeiros!Camas de hospital eram da altura de uma montanha. Escorregou e caminhou para o corredor,atravessou a sala,driblando –se do enfermeiro da noite que  se divertia  vendo um filme na TV.,e tomando café. Alcançou a sala da biblioteca.E procurou pela lombada o livro que estava querendo.Arrastou a poltrona subiu no encosto e alcançou o livro .Era de arqueologia.Desceu e folheou.Tinha visto aquelas letras num livro assim,ou parecidas.

 

( ando meio atrapalhado para escrever os capítulos.Mas aos poucos leitores,prometo ir avançando na trama.Confesso que as vezes esqueço(pelo espaço de tempo) o que os personagens fazem...e tenho que reescrever algumas partes para ter coerência.A idéia básica já está formada,os acontecimentos é que me dão trabalho. Alem do que,estou pesquisando astronomia para melhor conduzir a estória(lendo mapas estelares.Entre um tempo e e outro,eu relaxo escrevendo.Me fascina o mundo do universo cósmico.Tenho aprendido por aqui.Algumas vivencias estão ajudando. Ouvindo as orientações ).é um desafio .)

 



Escrito por kubalik às 23h49
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CAPITULO 4

VULKANYA (viagem a um mundo estranho).

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Escrito por kubalik às 19h45
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CAPITULO 4

 

Não vou me deter ás partes menores dessa estória: o dia-a-dia de um mundo de prisioneiros da mente. O que conta é não o óbvio,mas o surpreendente.Afinal,me proponho contar uma estória de ficção científica. Deixando de lado algumas partes,avancemos.

No início de cada Lua Cheia,as atitudes de Kan ficavam mais e mais incontroláveis no que se refere a querer falar e desejar ser entendido. Acontece que suas falas eram confusas,não confusas somente na articulação incorreta delas,nos fonemas (que ele tinha) falava com um forte sotaque parecido aos escandinavos.Carregava nos erres(rrr).Neste período de agitação,o grau de dificuldade aumentava;além de uma certa inquietação física.: a mente parecia inchar dentro do seu crânio e todo o seu corpo alto e magro recebia o impacto dessa energia estranha.

Com a ponta do dedo indicador,Kan rabiscava mesas,portas, paredes e o ar em desenhos geométricos invisíveis.Ora parecia um maestro regendo uma orquestra invisível,outras um mágico em numero de  circo,outras um pintor. Aquele emaranhado de linhas imaginadas parecia envolvê-lo mental e fisicamente. Nestes períodos, Kan procurava refúgio como se precisasse se concentrar. Qualquer coisa o perturbava e o tornava agressivo. Tomar banho,remédios,se alimentar eram coisas que ele não fazia,para desespero dos enfermeiros.Tudo então lhe era dado a força. Só com a mudança do antigo diretor,o novo passou a usar outras medidas,uma outra política aos doentes.Isto amenizaria as relações médico,enfermeiro com os pacientes.Para alívio dos doentes.

Assim, nos períodos de agitação,seja:Lua cheia,kan não seria importunado de forma violenta,apenas,observado.

Nelson entendia que os rabiscos geométricos não eram,de forma  alguma aleatórios, seguiam um padrão. Tinham cálculos de latitude e longitude! Um dia,lápis e papel foi posto em suas mãos numa dessas crises mentais,e números,graus entre distâncias se materializavam claramente.(De onde eram?). Nelson podia entender e ler os símbolos,mas não podia explicar os significados.O que queriam dizer e porque eles existiam? Para os médicos era apenas desarranjos mentais em ânsia de comunicação.Seria o seu mundo psíquico,o subconsciente querendo aflorar lembranças. Provavelmente kan teria sido também um professor,alertou Nelson.(Aqui faço um parênteses,leitores.Kan foi um nome dado ,já que ele próprio não se lembrava do seu. Foi o nome escolhido pelo antigo diretor. Era o nome do cão  do diretor.Dizia ele que sendo o cão o melhor amigo do homem,o estranho estaria bem protegido. Assim passou-se a chamar:Kan,em homenagem ao cão do diretor. Ironia ou insensibilidade  de afeto? Alguns enfermeiros riam e faziam piadas escabrosas,grosseiras dessa “bondade” do antigo diretor.Um nome cristão,seria melhor,diziam alguns.Dessa forma,alguns maldosamente chamavam Kan como se chamassem ou acalmassem um cachorro. Os gestos,as palavras de comando que se faz ao animal era o comum:Kan,aqui! Venha bichinho! Seja manso!não morde!Senta!deita!. Essa descaracterização parecia não incomodá-lo,estava alheio a estas maldades e gozação humana. Quem se ressentia irritado e incomodado era Nelson. Sabia o significado pejorativo e debochado daquelas expressões aparentemente gentis. Sentia na pele,no corpo o ato da discriminação.Em Kan,pelo nome e nele pelo tamanho do seu corpo.



Escrito por kubalik às 19h37
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Tentava protege-lo sempre dos abusos morais daqueles profissionais que ao longo dos anos se deixaram ficar insensíveis a dor dos pacientes,estando ali apenas como agentes do governo;comportando-se mais como guardas e menos como servidores da saúde.Era triste ver que as empatias de humano para humano se esvaiam da alma de alguns daqueles servidores públicos. Quanto mais velhos na profissão,mais ausentes e endurecidos. Os recém-chegados ainda traziam na alma o frescor altruísta e humanitário.Mas por quanto tempo? Certamente as profissões deveriam nos fazer melhores criaturas nas responsabilidades e humanidade,infelizmente,ao longo do tempo a cobiça pelos cargos superiores se torna mais importante;a rotina profissional,o desencanto da falta de recursos políticos elimina a melhor  característica das profissões: a responsabilidade social.

Naquele prédio de dores ,de seres vítimas da natureza ou da sociedade,as dores e angustias mentais dos doentes,não estavam assim tão distante das angustias e dores dos chamados “sãos”.A diferença é que por fragilidade emocional alguns se quebravam ou fragmentavam na sua personalidade,tateando  e querendo  reconstruir o que de alguma forma lhe foi arrancado pelas dores da cultura. Nem sempre a civilização protege,ela pode escravizar e enlouquecer.Alí estava a prova maior.Os inadaptados a loucura do mundo,isolados.O que seria ser louco?Este é um assunto longo. - não sabemos o momento em que poderemos atravessar a tênue linha da loucura e sanidade.).Voltando a ação.

Nelson,assim,se aproximava mais daquele estranho. Por algum mistério,ele parecia ler o passado das almas(lera a sua!!!).De alguma forma,tentava comunicar algo que fugia a compreensão da maioria ali presente.

Um dia rabiscou elipses perfeitas marcando 3 pontos no papel,e assim ,ficava horas olhando o desenho feito. Era como se a sua mente trouxesse informações. Um submarino vindo  de profundezas oceânicas,vindo á-tona por minutos,olhando por um periscópio a superfície e tornando a mergulhar nelas.  As linhas e números seriam o começo da consciência,as lembranças?Mas chegavam fragmentadas,partes de um todo que ainda ficava submerso. O que viria do fundo dessa mente,quando as peças todas se encaixassem? Foi a pergunta que o medico psiquiatra se fez.

Nelson se tornou numa Espécie de consultor particular do médico para ajudar a decifrar os códigos matemáticos . Dessa vez,o medico mais liberal,aceitava as pontuações abstratas como tentativas de comunicação.Evitava mante-lo dopado mesmo nas crises fortes. Era um caminho para chegar ao seu mundo.Kan ficava dias sem falar,apenas desenhava com impaciência,Rasgava as folhas e voltava a desenhar Seguidamente de forma compulsiva..Não falava,mal dormia,parecia um sentinela de guarda a vigiar a sua própria mente. Tinha que estar desperto para quando ela viesse ou subisse a zona da sua consciência e lhe revelasse algo.

 



Escrito por kubalik às 19h35
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CAPITULO 3

 

Os dias passam lentos. O velho prédio de cor rosa e janelas brancas,esconde vidas apáticas,partidas,perdidas.Seriam loucos por não se adaptarem a realidade ou loucos porque a realidade  não consegue se ver neles?

A noite,as  vozes silenciavam. A grande enfermaria parecia um cemitério com aqueles corpos enfileirados.Uma tosse aqui ,outra mais adiante,cortava a noite.Raro se ouvir algum grito de delírio.Afinal, a noite os enfermeiros também queriam o descanso,e as doses eram aumentadas.Assim,aqueles seres  sempre tão agitados de dia,se tornavam pacificas criaturas de noite.

Pela manhã era o mesmo ritual das filas para a higiene matinal;depois as filas para o café.Remédios,e terapia ocupacional.O pátio servia para a jardinagem de alguns;outros iam para as oficinas de arte:cerâmica,pintura,tapeçaria .Os piores ficavam sob vigilância na sala de Tv ou nas enfermarias :dopados.Alguns mais violentos, nas selas ou solitárias.(nos fins de semana,alguns recebiam visitas.) Kan ficava  na sala de TV,observando os programas idiotas sem o mínimo interesse. Depois das tarefas da cozinha,Nelson ajudava na faxina,ia até a biblioteca e pegava um livro ou revista para ler. Sentava-se ao lado de Kan e lia em voz alta alguns trechos de revistas antigas ou romances.As vezes duvidava que Kan entendesse com clareza o que lia. Ajeitou o óculos e se pos a ler em meia voz : ” Uma vez por semana,o dia de visita interrompe a calma tecida entre suas barras brancas de metal. (olhou para Kan).É quando chegam aqueles que querem me salvar,para  os quais gostar de mim é divertido;os que,através de mim,pretendem recobrar sua auto-estima e seu respeito,conhecendo-se a si próprios.(Parou a leitura e conferia a expressão de Kan.Continuando).Como são cegos,nervosos e mal-educados! Arranham a superfície branca das barras da minha cama com suas tesourinhas de unhas,rabiscam no esmalte,com esferográficas e lápis azuis,indecentes homenzinhos longilíneos.” Fechou o livro.Tinha dúvidas se Kan entendia o que lia,nem mesmo via interesse em seu rosto magro.

Kan olhou através dos vidros com grades o céu e o pátio. No seu mundo,não havia essa tortura de corpos preso e da mente inútil. “É assim que vocês sempre se tratam?Indagou de forma soturna. Nelson  fez um esforço para sorrir de maneira irônica.”O mundo é louco,amigo!” Por que está aqui? Perguntou .Nelson o olhou firme,mas seus olhos pequenos se agitavam por detrás dos óculos de aro redondo,parecia querer ler os pensamentos de kan. “Ora...ora...é uma historia sem grandes coisas....Louco é louco e...só isso.

“Amigo,todos temos uma historia;por mais louca que seja é nossa.” O pequeno homem retirou o óculos.”Acho que sofro de amnésia! Sabe o que significa amnésia?.Provocou. “Esquecer”.Explicou de pronto Kan. “issso”.Eu esqueci! Acrescentou Nelson. “Acho que não deveria esquecer dela....Disse kan. O anão apenas levantou os ombros,não iria filosofar sobre nada.Estava decidido.A vida não merecia mais nenhum esforço. Ouviu outra vez a voz de sotaque esquisito insistir.”A garota morreu! “O quê disse?!!.Surpreendeu-se Nelson. “Sim, o seu afeto”. “Quem lhe contou isso?!!!”Gritou o anão. “Ninguém!” eu vejo a sua historia..um pouco...Explica Kan.Sentindo a mão do anão segurar na sua túnica de algodão cru.Viu os olhos o fuzilarem de baixo para cima.Deu um puxão na túnica obrigando Kan a se sentar e assim ficaram os dois homens se olhando por segundos. Sentiam ambos a respiração pesada um do outro. Kan assustado com a reação agressiva e Nelson  assombrado com o que ele lhe dizia. “Quem é você?!” “Ainda não sei...Apenas sei que isto acontece...percebo coisas. Tenho

Escrito por kubalik às 21h32
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*muitas imagens na minha cabeça,mas nem sempre entendo! São muitas...não consigo arruma-las dentro de mim.” Baixou a cabeça com ar torturado.

“Eu querendo esquecer e...você querendo lembrar! Que ironia,amigo”. Os olhos de Nelson se encheram de inquietação e lágrimas,pareciam  dois  peixinhos nadando num aquário.

“Amor é pra sempre,Kan?” “É”.Respondeu lacônico. “A verei de novo?!” “possível”. “Não importa,na minha cabeça eu inventei que sim. Falo com ela todos os dias. E pronto. Obsessão.Sou um maníaco depressivo.Disso me acusam os médicos.O que sabem eles do amor? Por não saberem me acham louco. Depois disso,eu fui perdendo tudo..tudo..tudo...Repediu isso seis vezes até  a palavra morrer na boca. De repente explodiu.”Cara,a vida é uma bosta!Vamos perder tudo o que amamos! A vida sempre foi merda pra mim.Veja: sou o terceiro e último filho e nasci assim,sou o único com essa anomalia.Meus pais são pessoas normais! Na família a vocação para o magistério  me levou a ser professor,mas como se-lo se os alunos me achavam pequeno demais para confiar no que eu dizia.me gozavam.Era ridículo.Desisti de ser professor.Me afundei nos livros.Fiz doutorado em  matemática,escrevi dois livros.Eu e os livros,nos dávamos bem. Conheci o meu primeiro amor,uma colega,foi paixão louca mas...ela me rejeitou.depois ,uma nova paixão e dessa vez fui aceito.Selma não se importava com a minha altura de nanico.Ela tinha  quase  1 e 70. Nos entendíamos. Eu a perdi num acedente aéreo.A vida me sacaneou mais uma vez. Daí perdi a força e a crença.Sumi  da vida dos meus amigos e parentes. Sai morando em hotéis de primeira,de segunda até as espeluncas.Não tendo mais nada, sobrou a sarjeta.Os albergues são o meu ponto de referencia com o mundo civilizado. Um dia não agüentei mais e cortei os pulsos.Me mandaram pra cá.Estou aqui por tanto tempo que já nem sei. Patético,não é? Acendeu o cigarro.

“Eu...nao me lembro ...de tudo o que queria e isto também é patético.Sussurrou Kan.

(amigos leitores,é preciso contar um pouco a vida dos personagens para que saibamos das suas  relações nas  ações futuras.Um pouco chato mas necessário. Certamente estas dores unirão os laços em forte  amizade. Deixo claro que  os personagens são a mais pura ficção. Se houver alguma semelhança,a culpa não é minha é da vida com seus universos paralelos.). Sigamos.



Escrito por kubalik às 21h30
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CAPITULO 2

 

CAPITULO 2

 

Um barulho abafado chegou aos ouvidos de kan. Tinha a boca seca, os olhos embaçados. A cabeça zunia ainda. O teto da enfermaria parecia infinitamente longe. Estivera fora do ar por dias, mas trazia a cabeça pesada, o corpo pesado. nada lhe era agradável Aos poucos a consciência vinha, o contato com a realidade chegava aos poucos feito barulho de locomotiva que vinha se aproximando .Ficaria ainda por dias em estado letárgico, não conseguiria articular um simples sim ou não. Ficaria sentado a um canto como uma coisa imprestável. Assim seria mais uma vez como das outras vezes. Só sabia das visões que lhe explodia na mente como raios;mas de onde vinham? nada sabia a não ser a sensação de que de longe, muito longe. mas o que seria este muito longe? Tentou puxar o ar e encher os pulmões, isto fez as costelas doerem. A brutalidade dos guardas era responsável por isso. Um zumbido encheu o silencio do quarto. Reconheceu o barulho. Seguiu com os olhos sem mover a cabeça, ela pesava feito pedra; apenas seguiu o ruído com os olhos e lá estava ela, a mosca verde, que parecia vigia-lo. Ela vôo; pousou na beira do copo, depois mais um vôo e pousou na dobra do lençol e outro vôo e pousou na sua mão atada por correias ao lado do seu corpo. Teve vontade de pega-la mas os músculos não obedeceriam. Nenhuma força. Sabia que já tivera a força de um gigante, mas agora... Sentiu inveja daquele inseto insignificante, era livre e ele, não.

 

Dias depois era levado para o refeitório, para comer na companhia dos outros internos. Não sentia paladar, não fez esforço para comer nada. Nicolas, sentado a seu lado, enchia a colher e a esfregava na beirada da sua boca. Vamos lá, cara, coma. Vai ficar melhor. Mas o ritual seria o mesmo como das outras vezes; não comeria por dois dias seguidos, então lhe enfiariam soro para hidratar. Para anima-lo, o anão acendia um cigarro e lhe dava para fumar. Coisa que não o animava. Certo, isto é mesmo uma droga,dizi Nicolas que  tragava com certo prazer soprando a fumaça pro ar, que bailava por algum tempo entre a lâmpada e a mesa.

 

Um dia, de forma inesperada, Kan sussurrou uma frase bem articulada ainda que com aquele sotaque esquisito, donde suspeitava ser ele um estrangeiro clandestino, ilegal;fora encontrado num parque desacordado e nu por um policial da guarda municipal. Mais um louco, bêbado, vagabundo, drogado, classificaram as autoridades. O diabo era que falava de forma confusa e não recebendo passivamente os cuidados. Diagnóstico de psicótico. Foi mandado para o centro publico de saúde mental. Assim, lá estava o estranho com mais de uma centena de malucos. Não devo me fazer de sadio, sussurrou para Nicolas, se quero sair daqui, devo me fingir de doente e incapaz;vai chegar um momento que irão me esquecer então... saio daqui.

Bem. . cara, bem vindo ao mundo dos lunáticos espertos. Gozou o anão. Estou esperando o meu dia...



Escrito por kubalik às 16h46
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VULKANYA (viagem a um mundo estranho).

Por paixão à ficção científica e estudos de arqueologia, biologia, física, psicologia, criei este Blog para dar asas à minha imaginação sobre a nossa origem. Um lance que me divertirá e espero de quem me ler também. Não serão apenas delírios, mas possibilidades, (basta lembrar Julio Verne ou George Orwell, ou Audrey Huxley). Imagino o que escreveriam se estivessem vivos hoje!!! Vale dar asas à imaginação. Comentem e até interagindo com comentários e sugestões. VULKANYA SERÁ UM ESTADO MENTAL? De espírito ou real?

(DELIRIO OU VERDADE? ESTA É A IDEIA. VIVEMOS E PERDEMOS CONTATO COM NOSSA MEMORIA COSMICA, IMPRESSA EM CADA CÉLULA DO NOSSO CORPO. O ENREDO RESGATA ISSO NA FIGURA DE KAN, QUE  RELATA POR REALIDADE OU ALUCINAÇAO, (AINDA QUE DIGA NÃO SER LOUCO MAS SIM UM VIAJANTE DAS ESTRELAS E DO TEMPO) E ASSIM  É DADO COMO LOUCO. SERÁ ELE UM PERIGO OU UMA REDENÇAO HUMANA?

ATRAVÉS DO PERSONAGEM, VÁRIAS IDÉIAS, CONCEITOS: DA HISTÓRIA À ARQUEOLOGIA, DA FISICA À MEDICNA, DA MEMORIA; NEUROLOGIA A PSICOLOGIA, RELIGIÃO, A CONSTRUÇAO HUMANA VAI SENDO QUESTIONADA. UMA INTERPRETAÇAO DO QUE SOMOS E AINDA NÃO SABEMOS SER. Uma ficção que pode ter muito de verdade, OU NÃO.

A OBRA SERÁ POSTADA EM CAPÍTULOS NUMERADOS.

 

TODOS OS DIREITOS AUTORIAS DESTA OBRA ESTÃO PROTEGIDOS POR LEI, FICANDO PROIBIDA A REPRODUÇAO POR PARTE OU INTEIRA SEM A AUTORIZAÇAO POR ESCRITO DO SEU CRIADOR. ASSINA:   KUBALIK - R.I.*

 

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Escrito por kubalik às 12h21
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CAPITULO 1

 

 As portas batiam como se fossem empurradas por uma invisível ventania. Onde está ele?!! Gritou o enfermeiro. Onde? Procurem! Os sapatos rangiam surdos sobre o piso de borracha.  Enquanto os seguranças e enfermeiros corriam os aposentos e lugares possíveis de esconderijos, Kan se apertava debaixo da mesa do refeitório,onde apenas o anão, ajudante de cozinha, acabava de esfregar o chão. Um raio de sol fraco já anunciava o declínio do dia. O anão já preparava a mesa para o jantar. E de relance viu a mão que saia debaixo da mesa abafando uma mosca verde.

– Seu cretino, você está aí! Todos estão loucos a tua procura. Vai tentar fugir de novo?! Sabe que não adianta! Vão te dar aquelas drogas barra pesada e você vai ficar fora do ar e bobão por uma semana. Aquilo vale mais que coice de cavalo brabo! E aí? Vai tentar pular o muro ou eu invento uma historia?... Digo que você estava aqui me ajudando... e... se trancou na dispensa. Que tal, meu velho?

O homem olhou na cara do anão. Eu não sou louco! Claro, disse o anão,ninguém aqui se acha louco! Nem eu sou! E riu de forma gaiata. E então, o que vai ser? Kan olhou em volta, as grades tinham sido consertadas. A porta de serviço com trancas duplas e nunca abertas. Só aberta para receber os alimentos da semana e assim mesmo vigiada por dois seguranças do hospital. Filhos da puta! sussurrou  num sotaque estranho. Ei! O que vai fazer com esta mosca? deixa ela livre! pediu o anão. Livre? É... livre, voar por aí. Kan olhou nos olhos miúdos do anão. E abriu as mãos. A mosca voou e pousou na testa do pequeno. Ela gosta de mim. Sorriu. Você é bem doido, mas é legal. E Você daria um bom almoço, disse Kan sem piscar os olhos. Almoço, eu? cara, sou pequeno e não tenho muita carne... Você é doido mesmo! Houve um tempo que homens comiam homens. Afrma. Sei... sei... desconversa o anão. Nicolas... eu já vi coisas  inomináveis, vi coisas incríveis, vivi em mundoS fantásticos, disse de forma séria; tenho linhagem, estirpe...Tenho que voltar para casa, Nicolas. Preciso encontrar o caminho de volta! Sussurrou para o anão de forma sofrida. - Tá bom. Você vai - disse o anão de forma penalizada. Agora... sai daí e se tranca na dispensa...vou dizer que perdi a chave..assim esses macacos não vão te maltratar. O homem, magro  se mexeu devagar estirando as pernas e se arrastado  de debaixo da mesa, um segurança o viu pela porta entreaberta e  tocou a companhia, logo ficando o refeitório com mais três seguranças que pularam sobre Kan que gritou tentando se libertar, sendo arrastado para  a cela e posto sob medicamentos. Durante uma semana, Nicolas não viu Kan.

 

CAPITULO 2



Escrito por kubalik às 12h19
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Escrito por kubalik às 11h47
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Escrito por kubalik às 11h00
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